Obras da Vale no Complexo Mariana devem gerar mais de 3.800 empregos
Mina Fazendão no complexo Mariana, da Vale — Foto: Divulgação
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A Vale recebeu autorização ambiental para construir uma nova planta de processamento de minério de ferro na mina Fazendão, localizada entre Mariana e Catas Altas, em Minas Gerais. A informação é do site Notícias de Mineração Brasil. 

O projeto chama atenção pela previsão de geração de empregos: durante o pico das obras, poderão ser mobilizados entre 3.786 e 3.858 trabalhadores. Após a conclusão, a unidade deverá contar com 597 postos fixos de trabalho.

A nova usina terá capacidade para produzir até 12,6 milhões de toneladas por ano de pellet feed de alto teor, produto utilizado na fabricação de aço por meio de processos de redução direta.

A autorização foi concedida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad), por meio do Licenciamento Ambiental Concomitante (LAC), que reúne as licenças prévia, de instalação e de operação. O valor do investimento não foi divulgado pela mineradora.

NOVA USINA

A nova Usina de Tratamento de Minério (UTM) terá capacidade para processar até 21,8 milhões de toneladas anuais de minério bruto (ROM). O beneficiamento será feito a úmido, com etapas de britagem, peneiramento e redução granulométrica em prensa de rolos.

A unidade terá vida útil estimada em 36 anos.

A Vale afirma que o minério extraído na mina está apresentando uma quantidade maior de itabirito compacto, que é uma rocha mais dura e difícil de processar, além de uma concentração menor de ferro. Por isso, a empresa precisa de uma nova usina, com tecnologia capaz de beneficiar esse minério e obter um produto com maior teor de ferro.

AMPLIAÇÃO DA MINA FAZENDÃO

A construção da usina faz parte de um projeto mais amplo de expansão da mina Fazendão, que prevê o aumento da área de lavra da cava São Luiz. A intenção é elevar a produção de 17 milhões para 25 milhões de toneladas anuais de minério bruto.

Inicialmente, a Vale também planejava retomar as atividades nas cavas de Almas e Tamanduá, com a união das duas estruturas. Entretanto, após pressão popular, a empresa anunciou, durante audiência pública realizada em 2020, que desistiu dessa etapa do projeto.

Atualmente, Fazendão conta com uma planta com capacidade para 6 milhões de toneladas de ROM.

OBRAS E CONDICIONANTES AMBIENTAIS

Além da construção da nova usina, o projeto prevê intervenções de infraestrutura, como canalização e retificação de curso d’água, implantação de uma estação de tratamento de esgoto (ETE) e instalação de uma usina de produção de concreto para atender à demanda das obras.

A licença ambiental também estabelece medidas compensatórias e condicionantes para a mineradora.

Entre elas estão a recuperação de 4,92 hectares de área de preservação permanente (APP) degradada em uma fazenda próxima, com o plantio de 12.300 mudas; a doação de 1,48 hectare ao poder público, dentro do Parque Nacional da Serra do Gandarela, para regularização fundiária; e o plantio de outras 1.090 mudas de espécies nativas, como compensação relacionada a espécies imunes ao corte e ameaçadas de extinção.

COMPLEXO MARIANA

A mina Fazendão integra o Complexo Mariana da Vale, que também reúne operações como Capanema, Timbopeba, Alegria e Fábrica Nova.

Juntas, as operações do complexo produziram 28,42 milhões de toneladas de minério de ferro no ano passado.

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