Tudo em jogo para os gigantes de Minas
Arroyo e Alexander durante os jogos deste meio de semana - Fotos: Catarina Brandão e Jayson Braga
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Ainda tem muito chão para andar?

Não muito, é verdade: apenas algumas semanas.

Mas serão semanas capazes de definir o rumo da temporada para Atlético e Cruzeiro.

Com quatro rodadas ainda por disputar no Campeonato Brasileiro e a decisão da Copa do Brasil e Sul Americana batendo à porta, o ano segue em aberto para os gigantes mineiros.

É o momento em que cada jogo ganha um peso maior, cada ponto passa a valer ouro e cada resultado pode mudar a história construída ao longo dos últimos meses.

Entre a luta por títulos, a busca por afirmação e a expectativa das torcidas, Atlético e Cruzeiro entram na reta final de 2026 sabendo que os capítulos mais importantes da temporada ainda estão por ser escritos.

De um lado, o Cruzeiro chega embalado por resultados consistentes e pela disputa para se firmar na terceira colocação do Campeonato Brasileiro.

Do outro, o Atlético busca transformar desempenho em resultados e recuperar terreno nas competições. Entre a luta por títulos, vagas e afirmação, os próximos compromissos têm potencial para redefinir o rumo do ano e a avaliação da temporada de ambos os clubes.

No último compromisso do Atlético, contra o Botafogo, na última quarta-feira (4/11), o Galo jogou com reservas, mas passou boa parte do segundo tempo no campo do Botafogo. Mesmo assim, quem precisou fazer uma das grandes defesas da partida foi o goleiro Everson.

Com o Galo adiantado, o time carioca saiu em velocidade e encontrou Matheus Martins de frente para o gol. O goleiro evitou o segundo. Do outro lado, a pressão atleticana não rendeu o primeiro. E o 1 a 0 ficou como estava.

O gol que decidiu o jogo saiu ainda no primeiro tempo.

Vitinho avançou pela direita e encontrou Edenílson entrando na área.

O ex-atleticano bateu cruzado e resolveu a partida num lance que ajuda a entender o que faltou ao Galo.

O Botafogo encontrou um jogador chegando de frente para bater.

O Atlético, mesmo quando conseguiu empurrar o adversário para trás, teve dificuldade para colocar alguém em condição parecida.

Dá para entender Domínguez poupar boa parte dos titulares antes da volta da semifinal da Copa do Brasil. Só que a dificuldade para marcar apareceu também em Porto Alegre, com outra escalação.

No Rio, o Galo voltou sem marcar e acumulou a quinta derrota seguida, contando todas as competições.

Agora precisa fazer pelo menos dois gols para seguir vivo na Copa do Brasil. Para um time que tem chegado à área com pouca clareza, essa é a parte mais preocupante.

Já na noite desta quinta-feira (5/11), no Mineirão, o Cruzeiro entrou em campo sem Matheus Pereira e perdeu Fabrício Bruno logo no início da partida.

O Bahia começou melhor e abriu o placar com Kike Olivera.

O empate celeste veio nos acréscimos do primeiro tempo, com Kaio Jorge.

O Cruzeiro voltou do intervalo mais perigoso e teve a chance de virar em um pênalti.

Kaio escorregou na cobrança e mandou a bola por cima.

O jogo seguia em 1 a 1, e o que mais me chamou a atenção foi o que o time fez dali em diante.
Continuou chegando.

Bruno Rodrigues virou de cabeça.

Mais tarde, o próprio Kaio recebeu na entrada da área, deu uma caneta em Marcos Victor e bateu no canto para fazer 3 a 1.

Ainda bem que o Cruzeiro buscou o terceiro.

Véliz descontou de cabeça, após cobrança de falta, e o time celeste teve de segurar o 3 a 2 até o apito final.

Para mim, o mérito de Artur Jorge está na forma como o Cruzeiro jogou o segundo tempo.

Sem seu principal armador, a equipe criou chances por caminhos diferentes e continuou atacando mesmo depois de virar.

Diante de um concorrente direto por vaga na Libertadores, a quarta vitória seguida levou o Cruzeiro aos 60 pontos e manteve o time em terceiro.

As próximas semanas vão definir muito do que Atlético e Cruzeiro levarão desta temporada.

O Galo precisa reagir contra o Grêmio para seguir vivo na Copa do Brasil e ainda tem uma final de Sul-Americana pela frente.

Já o Cruzeiro chega às últimas quatro rodadas do Brasileirão com a chance de garantir uma vaga direta na Libertadores e com futebol para sustentar essa ambição.

E quem disse que o ano já acabou? Vai pegar fogo!

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