Jovem pianista de Itabirito volta a brilhar em apresentações na Alemanha e Itália; VÍDEO
Marco Túlio durante apresentação - Foto enviada ao Radar Geral
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O jovem pianista, professor e tradutor Marco Túlio Nolasco Aganetti (de 27 anos) esteve pela 2ª vez na Europa, onde voltou a fazer apresentações na Alemanha e Itália.

Durante a viagem, o itabiritense também recebeu reconhecimento por seu trabalho de preservação da língua cimbra — idioma ancestral falado inclusive por sua família paterna por parte de pai.

Poliglota, além do português, Marco fala seis idiomas: inglês, alemão, francês, italiano, castelhano e o já citado “cimbro”.

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As apresentações foram realizadas nas cidades de Velden, na região da Baviera, na Alemanha, e Roverè Veronese, no Vêneto, na Itália.

O repertório, formado por arranjos próprios, teve como tema a música do continente americano, como tangos e milongas, da Argentina e do Uruguai; negro spiritual, do sul dos Estados Unidos; canções folclóricas e bossa nova.

Em Velden, o concerto foi no Salão Nobre da Prefeitura e marcou a abertura de um encontro diplomático entre as regiões do Vêneto e da Baviera.

A programação celebrou os 50 anos do acordo de cidades-irmãs entre Velden e Roana (município italiano ligado à comunidade cimbra).

De origem germânica, a cimbra é falada por uma minoria étnica que vive nos Alpes Italianos. Atualmente, estima-se que menos de 500 pessoas dominem o idioma, preservado em comunidades das províncias de Verona, Vicenza e Trento.

Marco Túlio é o único falante de cimbro fora da Europa e também é membro honorário da Sociedade Cimbra da Baviera.

Ao fim da apresentação, o itabiritense recebeu uma homenagem da municipalidade e foi convidado a assinar o Livro de Ouro de Velden, reservado a visitantes que recebem reconhecimento especial da comunidade.

Durante o encontro, Marco Túlio também atuou como intérprete em diferentes atividades culturais.

Na Itália, o músico se apresentou pela 2ª vez em Roverè Veronese. A escolha dos destinos está diretamente relacionada à história de sua família paterna, os Aganetti, descendentes da comunidade cimbra.

Foi de Roverè Veronese que partiu seu trisavô, Pietro Antonio Aganetti, em 1881, com destino ao Brasil. A viagem de Marco Túlio, portanto, também teve um significado pessoal: aproximar-se da história de seus antepassados e aprofundar suas pesquisas genealógicas.

Filho de Marcos Aganetti, conhecido como Pardal, e Vilma Nolasco, o itabiritense destaca que os concertos fazem parte de uma iniciativa própria de pesquisa e de retorno às origens familiares.

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