Apesar de 3 decisões judiciais, senhora de Itabirito, grave em Ouro Preto, aguarda transferência há 13 dias    
Etelvina sozinha na imagem da esquerda e ela com seus três filhos - Fotos: Arquivo de Família
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Sexta-feira (29/8/2025) – Em estado grave internada na Santa Casa da Misericórdia de Ouro Preto, Etelvina Sônia Romano (de 62 anos de idade) não consegue transferência para uma instituição com condições de fazer um procedimento que pode salvar a vida dela.

Moradora de São Gonçalo do Bação, distrito de Itabirito (MG), ela está há 13 dias na UTI desse hospital.

Isso porque Etelvina sofre com um aneurisma da aorta toracoabdominal. Trata-se de uma dilatação da parede da aorta – condição que enfraquece a parede do vaso, aumentando risco de ruptura que pode ser fatal.

Desde 22/8 deste ano há uma ordem judicial (do juiz Antônio Francisco Gonçalves), conquistada via Ministério Público, determinando que Etelvina seja transferida para um hospital (público ou privado), que tenha condições de realizar uma cirurgia endovascular na paciente.

Já em 24/8 foi dada uma 2ª ordem da Justiça (emitida pela juíza Ana Carolina Marques dos Prazeres) determinando a transferência para uma instituição privada.

Nos dois casos, a Prefeitura de Itabirito e Secretaria de Estado da Saúde são citadas, pelo Poder Judiciário, como responsáveis por essa transferência.

Uma 3ª ordem judicial, também do juiz Antônio Francisco, manda o Hospital Orizonti, de BH, aceitar a paciente.

A família está revoltada com a situação. Etelvina corre risco de morte. “A qualquer momento, a aorta dela pode romper (…). O que eu puder fazer para salvar minha mãe, vou fazer”, disse Larissa Romano (22 anos), filha de Etelvina, ao Radar Geral.

A filha ainda destaca o trabalho de um médico da UPA de Itabirito, que procurou vários hospitais com intuito de ajudar. Algumas instituições responderam; outras, não. Contudo, fato é que a moradora de São Gonçalo continua aguardando.

OUTRO LADO

O Radar procurou a Prefeitura de Itabirito e a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais.

O órgão estadual pediu prazo maior para responder pelo fato de o caso estar judicializado. (Quando vier a resposta, este texto será atualizado ou outra matéria será feita).  

RESPOSTA DA PREFEITURA

“A Prefeitura de Itabirito, por meio da Secretaria de Saúde, informa que cumprirá a decisão judicial tão logo obtenha, junto ao hospital, a confirmação da existência de vaga para a paciente em questão.

Nesse sentido, o município informa que já solicitou, conforme consta dos autos do processo judicial, por diversas formas a confirmação da existência de vaga e, por consequência, da possibilidade de transferência imediata da paciente. Contudo, o município ainda não obteve resposta.

É importante frisar que a Prefeitura de Itabirito não medirá esforços para garantir à paciente o direito fundamental de acesso aos serviços de saúde.”

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