No dia 18/11 do ano passado, a Bemil Mineração assinou um “termo de cooperação” para pintar a Igreja de Nossa Senhora das Graças, que fica na comunidade da Bocaina, em Ouro Preto (MG). Passados quase seis meses, a promessa não saiu do papel.
O que era para ser um feito simples acabou se tornando exemplo de descaso com comunidade.
Além de símbolo de fé, o prédio é a entrada para a comunidade, o ponto de encontro da população, bem como o cartão postal da Bocaina.
A ânsia de pintá-la ficou ainda mais forte desde a última Festa de Nossa Senhora das Graças, que acontece em novembro. Mas por motivos diversos, as celebrações tiveram de se dar com a fachada nada apresentável.
Na época da assinatura de termo, o Jornal O Liberal, de Ouro Preto, divulgou: “O documento formaliza a parceria entre a empresa, a Paróquia Nossa Senhora de Nazaré e a Associação de Moradores da Bocaina de Baixo. O termo foi assinado pela gerente administrativa da empresa, Rosiane Máximo, e por Ubiratã Gonçalves de Oliveira, presidente da Associação de Moradores. Representantes da paróquia também participaram do acordo”.
“A principal intervenção será a pintura completa da fachada, atualmente deteriorada, desbotada e com áreas descascadas. A expectativa da comunidade é que se retome um azul celeste, tonalidade já utilizada anteriormente, que remete ao manto de Nossa Senhora das Graças. Também serão realizados outros reparos essenciais para garantir a preservação da estrutura e o pleno funcionamento das atividades religiosas”, divulgou o jornal, que ressaltou que o feito será “a concretização de um sonho coletivo”.
“A expectativa é que as obras comecem já nos próximos dias”, enfatizou o periódico na época.

OUTRO LADO
O Radar Geral buscou posicionamento da Associação de Moradores da Bocaina, bem como procurou insistentemente a Bemil (que pertence ao mesmo grupo empresarial da Pedreira Irmãos Machado). Contudo, até o momento, não houve retorno de ambas.












