A barragem Campo Grande, da Vale, em Mariana (MG) teve a Categoria de Risco (CRI) elevada de baixa para média pela Agência Nacional de Mineração (ANM).
A informação consta no boletim mensal do órgão referente a julho de 2026 e foi divulgada pelo jornal O Tempo.
A mudança ocorreu sete meses após a Vale anunciar a conclusão das obras de descaracterização da estrutura, em dezembro de 2025.
Segundo a ANM, uma fiscalização identificou alterações no estado de conservação dos taludes e apontou a necessidade de revegetação. Também foi constatado assoreamento em alguns pontos do sistema de drenagem superficial.
Apesar das alterações, a agência informou que os problemas identificados não estão associados a um possível comprometimento da segurança da barragem.
A Vale foi orientada a realizar medidas corretivas e informou que as intervenções já estavam sendo implementadas.
Em nota, a Vale afirmou que a estrutura permanece estável e segura, sem qualquer nível de alerta ou emergência. A empresa também destacou que a barragem é monitorada 24 horas por dia pelos Centros de Monitoramento Geotécnico (CMG).
ESTRUTURA TEM 94 METROS DE ALTURA
Construída em 1998, a barragem Campo Grande tem 94 metros de altura, equivalente a aproximadamente um prédio de 30 andares. A estrutura é classificada pelo Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB) como de alto dano potencial, devido às possíveis consequências para pessoas, meio ambiente e economia em caso de uma falha grave.
A barragem foi construída pelo método de alteamento a montante, o mesmo utilizado nas estruturas que se romperam em Mariana, em 2015, e Brumadinho, em 2019.
A descaracterização realizada pela Vale retirou o alteamento a montante e incluiu a reconfiguração da estrutura, reforços e melhorias nos sistemas de drenagem. Mesmo após a conclusão das obras, a estrutura continua sendo acompanhada pelos órgãos responsáveis.
De acordo com as regras da ANM, após a descaracterização, a barragem permanece em monitoramento ativo por pelo menos dois anos.
A ANM informou que, atualmente, Minas Gerais possui 22 barragens de mineração na categoria de risco alta, 11 na categoria média e 158 na categoria baixa.















