Itabirito: aluna de 17 anos acusa professor de ameaça e humilhação dentro da Escola Industrial
A PM foi até a escola a pedido dos pais da adolescente — Foto: Radar Geral
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ITABIRITO (MG) — Uma estudante de 17 anos, aluna do 3º ano da Escola Estadual Engenheiro Queiroz Júnior, acusa um de seus professores de ameaça e humilhação durante situação que aconteceu na manhã desta sexta (11/9), dentro da instituição de ensino.

Segundo a mãe da adolescente, o episódio começou depois que a filha não realizou em casa um exercício passado pelo professor.

De acordo com o relato dessa mãe, o docente se irritou e, durante a discussão, teria se aproximado do rosto da estudante, chamado-a de “ignorante”.

A mãe, que é advogada, foi até a escola acompanhada do pai da adolescente e acionou a Polícia Militar (PM). A corporação registrou um boletim de ocorrência.

“Eu não passo ‘a mão da cabeça dela’ pelo fato de ela não ter feito o exercício. Ela errou! Mas o que eu não aceito é a humilhação que minha filha sofreu, fechada dentro de uma sala com a supervisora e o professor. Supervisora, aliás, que é esposa desse professor”, disse a mãe.

PERSEGUIÇÃO

A mãe afirma ainda que a filha está sendo alvo de situações que considera perseguição por parte do professor há cerca de três meses.

Segundo ela, o docente não vinha atribuindo pontuação a tarefas realizadas pela estudante. Por esse motivo, a jovem não fez o exercício cobrado nesta sexta.

“Ele não estava pontuando as tarefas que ela fazia. Por causa disso, acabou não fazendo o exercício de hoje. Só que justamente hoje ele resolveu verificar as atividades. Ela já tinha feito outras tarefas que, até então, não tinham sido consideradas na nota”, relatou a mãe.

Ainda conforme a versão apresentada pela responsável, o professor disse que a estudante perderia, além da nota, o direito permanecer no Programa Jovem Aprendiz (por causa da nota baixa) e, em outro momento, comentou sobre a própria remuneração, com se desdenhasse da situação.

“Ele chegou a dizer: ‘Meu salário cai na minha conta todo mês do mesmo jeito'”, afirmou a mãe.

DIREÇÃO VAI OUVIR AS PARTES

O Radar Geral procurou a direção do Industrial (como a instituição é conhecida), instância que responde pela escola e, portanto, pelos atos de professores.

O diretor Marcelo Silva Celestino afirmou que a instituição ouvirá as partes envolvidas antes de adotar as providências.

“Eu sempre ouço todos os lados e tomo as providências necessárias. Em algumas situações, encaminho o caso para a Superintendência Regional de Ensino (SRE), em Ouro Preto, e, em outras, para o Colegiado”, explicou.

Segundo Marcelo, ainda não houve tempo hábil para realizar os encaminhamentos relacionados ao episódio.

No momento em que o Radar Geral esteve na escola, representantes da SRE estavam na instituição em reunião com a direção. Dessa forma, a situação já havia chegado ao conhecimento dos representantes do órgão.

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