Uma cena chocou os presentes na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itabirito (MG) no fim da manhã desta terça (27/1).
Isso porque um paciente (de 27 anos) que seria transferido para tratamento de dependência química, foi agredido por funcionários de um “Centro de Tratamento” (com sede em Betim – Grande BH) enquanto estava com pés e mãos amarrados.
VIOLÊNCIA SOB MONITORAMENTO
A Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada para o caso. A ação da guarnição contou com apoio não somente dos familiares, mas também do diretor da unidade.
Segundo os registros da GCM, enquanto conduziam o paciente para o veículo da empresa, os funcionários da clínica desferiram diversos golpes contra a vítima (que deu entrada na UPA no dia anterior levado pela Brigada Municipal).
A brutalidade ocorreu sob o olhar de familiares que precisaram intervir para cessar os ataques e impedir que o paciente fosse levado pela equipe agressora.
FAMÍLIA INTERROMPE TRANSFERÊNCIA
Indignados com a cena, o irmão e o cunhado da vítima barraram a saída do veículo e cancelaram a internação.
Isso depois de uma outra pessoa da família da vítima já ter dado R$ 1.800 pelo “tratamento”.
PRÓXIMOS PASSOS
O caso foi encaminhado ao delegado. A família agora exige as imagens das câmeras de segurança da UPA para fundamentar o processo criminal.
O paciente segue internado e a clínica poderá responder por crimes previstos no Código Penal.
“Essa operação reafirma o compromisso da Guarda com a proteção da vida e da ordem pública. Ao impedir a continuidade das agressões, a corporação demonstrou eficiência na salvaguarda dos direitos dos cidadãos em momentos de vulnerabilidade. O caso agora segue para as autoridades judiciárias, com o suporte das imagens de monitoramento solicitadas durante a ação”, informou a GCM em uma rede social.










