CER de Itabirito se pronuncia sobre futuro atendimento à criança autista de Ouro Preto
Pequeno Henry (de 4 anos) - Foto enviada ao Radar Geral
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OURO PRETO (MG) – A moradora de Cachoeira do Campo, Edimara Soares Rodrigues, procurou o Radar Geral para expor uma situação que a aflige como mãe: a ausência de atendimento especializado para o filho dela, o pequeno Henry (de apenas 4 anos), que tem transtorno do espectro autista (TEA) nível 2 a 3.

O menino, que apresenta atraso severo na fala, necessita de cuidados, como de fonoaudiologia e terapia ocupacional. No entanto, apesar de todos os laudos e encaminhamentos médicos, Henry segue sem receber atendimento especializado da rede pública.

A mãe relatou que recebeu o diagnóstico de Henry em dezembro de 2024. A família afirma que cumpriu os trâmites, entregando a documentação exigida no UBS de Cachoeira do Campo, com o processo sendo destinado ao Centro Especializado em Reabilitação (CER), de Itabirito.

Recentemente, novos documentos foram direcionados às salas de fonoaudiologia e ao espaço multidisciplinar instalados na Policlínica de Ouro Preto. Mesmo assim, segundo Edimara, o UBS comunicou novamente a devolução do encaminhamento. A justificativa, desta vez, seria de que todos os atendimentos precisam ser feitos exclusivamente pelo CER.

Em entrevista ao Radar, Edimara demonstrou frustração ao lembrar que Ouro Preto dispõe de estrutura e profissionais para o atendimento, mas não aceita receber o encaminhamento.

A mãe afirmou que recorreu a autoridades municipais para pedir ajuda com o caso de Henry. E recebeu, nesta semana, a informação de que seu filho será chamado até janeiro para receber atendimento no CER.

Procurado, o CER de Itabirito confirmou o recebimento da guia de atendimento de Henry em 14/3/2025.

Waldyra Salvador, diretora da Apae (instituição que responde pelo CER), disse que o menino já está na fila de espera para avaliação. “Como a demanda é muito grande, ele ainda vai precisar aguardar mais um pouco”, afirmou.

Waldyra destacou ainda que o CER atende cerca de 700 pacientes dos municípios de Itabirito, Ouro Preto e Mariana, o que explica a longa fila. “Ainda estamos chamando pessoas que aguardam desde o ano passado”, enfatizou.

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