
O neonazista Antônio Donato Baudson Peret (de 38 anos) foi preso nesta sexta (13/3) em uma clínica de reabilitação em Itabirito (MG).
Ele estava foragido da Justiça desde junho de 2025, quando foi condenado a 16 anos de prisão por tentativa de homicídio qualificado contra integrantes do movimento punk.
A detenção foi realizada pela Polícia Civil (PC). De acordo com o delegado Murillo Ribeiro de Lima, o crime que resultou na condenação ocorreu em 2010, quando Peret e outros integrantes de um grupo de skinheads — movimento que surgiu ligado à cultura jovem, mas que em alguns casos está associado a grupos extremistas e de ideologia neonazista — agrediram violentamente pessoas que se identificavam como punks.
Segundo a PC, as investigações apontaram que as vítimas foram brutalmente espancadas durante o ataque. Na sentença, a Justiça enfatizou que o condenado apresenta “péssimo comportamento social” e uma “mentalidade preconceituosa e violenta”.
O delegado também ressaltou o histórico de crimes ligados à intolerância. “Esse indivíduo possui uma série de registros análogos, como intolerância racial, misoginia e conteúdo nazista. Ele possui várias condenações nesse sentido”, completou.
APOLOGIA AO NAZISMO E CRIMES DE ÓDIO
Antônio já havia sido preso em 2013, em Americana (SP), após publicar nas redes sociais uma foto em que aparecia enforcando um homem em situação de rua com uma corrente na Praça da Savassi, em Belo Horizonte.
Na época, ele foi indiciado por racismo, divulgação do nazismo, formação de quadrilha e corrupção de menores. Durante as investigações, a Polícia Civil identificou que o suspeito mantinha perfis em redes sociais com conteúdos de ideologia nazista.
Outros dois homens, Marcus Vinícius Cunha e João Matheus Vetter, também foram detidos sob suspeita de integrar um grupo de skinheads envolvidos em ataques violentos.
Em 2016, Peret foi condenado pela Justiça Federal a oito anos de prisão pelos crimes de apologia ao nazismo e corrupção de menores, mas recebeu o direito de recorrer em liberdade. Segundo a polícia, ele também acumulava registros por agressões contra casais homossexuais, ataques a integrantes do movimento punk e participação em brigas generalizadas.













