Lauriza Pereira de Brito (de 24 anos) foi presa nesta quarta (15/10) por causa da morte de seu filho Arthur Pereia Alves (de 9 anos), em Belo Horizonte, no dia 23/8.
Essa genitora afirmou que estava sob efeito de cocaína ao agredir a criança. Lauriza confessou ainda ter dado tapas e chineladas no menino. “Passei do ponto”, afirmou ela à polícia.
O companheiro dela e padrasto da criança, Deivisson Moreira (de 39 anos), também foi preso por suspeita de envolvimento no crime.
Depois da covardia, o menino foi levado para o Hospital Júlia Kubitschek, em BH. Ele chegou com várias fraturas e hematomas pelo corpo.
Inicialmente, a mãe disse que o filho tinha caído de uma escada na escola. A equipe médica, no entanto, considerou que os ferimentos não eram compatíveis com a queda, e o caso ficou sob investigação.
Segundo a polícia, a agressão ocorreu na casa da família, no bairro Flávio Marques Lisboa, na Região do Barreiro.
O padrasto da vítima negou ter presenciado as agressões, embora a mulher tenha afirmado que ele estava em casa durante o ocorrido.
COM A PALAVRA, O DELEGADO
Contudo, de acordo com o delegado Evandro Nascimento Radaelli, responsável pelo caso na Delegacia Especializada de Homicídios Barreiro, “as investigações apontaram que o menino foi agredido pela mãe e pelo padrasto. A mulher confessou que, no dia da morte, havia feito uso de cocaína e acabou, nas palavras dela, ‘passando do ponto’. Já o homem, embora negue participação, foi identificado como conivente com as agressões e omisso diante das violências cometidas”.
MAUS-TRATOS E ABANDONO
O delegado destacou, ainda, que os levantamentos do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) revelaram um histórico de maus-tratos e abandono.
“Ficou claro que o casal obrigava as crianças a mentir sobre as lesões, inventando histórias, como quedas na escola, para justificar as dores e os machucados”, revelou Evandro Radaelli. “Além disso, havia negligência: o menino de 9 anos cuidava sozinho dos irmãos, de 6 anos e de 6 meses, enquanto os adultos faziam uso de drogas”, completou.













