Um ato de coragem em Cachoeira do Campo, distrito de Ouro Preto (MG), trouxe à tona o debate sobre a intervenção em casos de violência doméstica. “Silas Jardineiro”, como é conhecido, nascido no interior de São Paulo e trabalhador do distrito ouro-pretano, flagrou e interrompeu uma grave agressão de um homem contra uma mulher (ambos aparentemente idosos) em uma área erma, nas proximidades do Hotel Vila Galé.
Embora o vídeo tenha viralizado recentemente, o episódio ocorreu há cerca de 6 meses. Silas estava acompanhado dos filhos quando ouviu pedidos desesperados de socorro. Ao se aproximar correndo, deparou-se com uma cena de extrema violência: um homem, com sinais visíveis de embriaguez, enforcava a vítima.
O autor é motorista de aplicativo. Na hora, ele estava dentro de um carro plotado que usa para trabalhar (onde estava acontecendo a violência). Como se não bastassem tantos disparates, uma criança estava a bordo do veículo.
“DISPOSTO A MATAR”
Em depoimento ao Radar Geral, Silas descreveu a gravidade do que presenciou. “Para mim, esse homem estava disposto a matar a vítima”, afirmou.
Mesmo diante do risco, ele decidiu intervir diretamente. Munido de seu celular para registrar a prova do crime, ele confrontou o agressor. “Na hora eu nem pensei se ele estava armado, depois que entrei na cena é que ‘a ficha caiu'”, relatou.
As frases de Silas foram determinantes para cessar a violência: “Eu vou chamar a polícia, se afasta dela” e “Vai embora, você é que sabe da sua vida”. Intimidado pela intervenção e pela gravação, o agressor recuou e abandonou o ato.
O REGISTRO E A REPERCUSSÃO
A vítima foi amparada minutos depois por um casal que passava pelo local e parecia conhecer os envolvidos.
Mais tarde, Silas repassou o vídeo para uma mulher que se identificou como filha do casal envolvido, mas acreditou que o arquivo tivesse sido apagado de seu aparelho.
O caso só se tornou público agora porque Silas reencontrou as imagens em um de seus celulares e decidiu publicá-las nos stories no Instagram.
DESFECHO INCERTO
O desfecho do caso não é de conhecimento do Radar. A reportagem não tem informações se uma queixa foi registrada na polícia.
Relatos de moradores locais indicam que o agressor continua circulando por Cachoeira do Campo, inclusive exercendo a função de motorista de aplicativo.
NOTA DA REDAÇÃO
Esse assunto tem outros pormenores que o Radar decidiu não divulgar.
DENUNCIE
Se você presenciar uma agressão contra qualquer mulher, ligue para a Polícia Militar (190) ou para a Central de Atendimento à Mulher (180).
VEJA VÍDEO










