Interrupção dos restaurantes da Ufop: DCE diz que R$ 250, só para aluno assistido, são insuficientes
Restaurantes da Ufop - Foto: Ufop
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Os restaurantes da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), localizados nos campi de Ouro Preto e Mariana, tiveram suas atividades suspensas a partir de 1º de abril. A interrupção ocorre devido ao fim do contrato com a atual empresa responsável pelo serviço.

Ao Radar Geral, a membra do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da instituição, Lais Lemos, criticou a postura da reitoria e reivindicou medidas adicionais para garantir assistência estudantil durante o período de suspensão dos restaurantes universitários.

Entre as demandas, estão a concessão de um auxílio de R$ 400 para bolsistas da Prace, um auxílio de R$ 200 para não bolsistas – proporcional ao uso do restaurante universitário com base no histórico de recargas – e a flexibilização da presença em avaliações presenciais.

A Reitoria, por sua vez, anúnciou auxílio alimentação de R$ 250.

Segundo a Ufop, uma nova prestadora já foi contratada, e a retomada das operações está prevista para maio.

A administração também informou que tentou prorrogar o contrato com a empresa até o fim do semestre, mas não houve avanço nas negociações

Confira na íntegra o que pensa o DCE:

“O Restaurante Universitário (RU) da Ufop, uma das principais políticas de assistência e permanência estudantil, está suspenso desde 1º de abril, com a perspectiva de que a interrupção do serviço dure no mínimo 50 dias.

O RU é responsável por garantir as refeições gratuitas para cerca de 2.400 estudantes assistidos pela Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantís (Prace), além de atender também aos mais de 9.000 estudantes de graduação e pós que pagam 45% do preço total da refeição, equivalente à R$ 7,06 reais – ainda um dos RUs mais caros de Minas Gerais.

A suspensão do RU, avisada com 1 útil de antecedência pela administração central da universidade, está gerando inúmeros transtornos para os estudantes da Ufop, que até quinta passada (27/3) contavam com o restaurante para se alimentar nas semanas de provas e exames finais.

Ressaltamos que a interrupção do RU não é um mero problema administrativo ou burocrático, mas um problema concreto que diz sobre a segurança alimentar daqueles que são o fim e o corpo que faz a universidade funcionar cotidianamente. A gravidade da situação é extremada com o contexto de final do período letivo, com múltiplas atividades avaliativas previstas para as próximas semanas e sem a garantia de alimentação digna para os estudantes da universidade.

As propostas de suplementação apresentadas pela reitoria, com o anúncio de um auxílio alimentação de R$ 250 – valor insuficiente e que não cobre o preço integral das refeições nem no próprio restaurante universitário – exclusivamente para os estudantes bolsistas da Prace, não contemplam as necessidades dos estudantes da nossa universidade, que dependem dessa política para a alimentação diária e consequentemente para a realização das atividades acadêmicas.


É importante ressaltar que o RU é uma política de assistência financiada com o orçamento do Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) e que atende todos os estudantes da universidade, tanto aqueles que têm acesso à refeições gratuitas como àqueles que se alimentam pagando 45% do valor total – sendo o restante subsidiado pela verba de assistência da universidade.


Ressaltamos também que as propostas anunciadas pela administração foram elaboradas à parte dos estudantes e das suas entidades representativas, que seguem sem ser empossadas neste que é o principal conselho deliberativo da universidade”.

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