Coelhos, Ouro Preto: moradores denunciam falta d'água há 3 semanas; Saneouro responde
Torneira sem água - Foto: Reprodução
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Moradores do subdistrito de Coelhos, em Ouro Preto (MG), relatam estar sem abastecimento de água há pelo menos três semanas.

Segundo denúncias feitas ao Radar Geral, mesmo com a interrupção no fornecimento, as contas continuam chegando com valores considerados abusivos.

“Não estamos recebendo água nas caixas há semanas, e mesmo assim a conta veio cara. Como podem cobrar por algo que não usamos?”, questiona um morador.

A situação gerou ainda mais revolta após um caminhão-pipa da Saneouro (empresa responsável pelo abastecimento de água em Ouro Preto e seus distritos) ter circulado pela comunidade na última terça (29/7) abastecendo residências de forma pontual. Moradores afirmam que foram informados de que o custo desse serviço seria incluído na fatura mensal – o que acentuou o sentimento de injustiça.

A população diz que inúmeras ligações e cobranças são feitas todos os dias à empresa. A Saneouro, por sua vez, de acordo com populares, afirma sempre que irá averiguar o sistema de abastecimento. “Todo dia a mesma situação, e a população sem água”, disse um morador.

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Procurada pelo Radar Geral, a Saneouro emitiu uma nota destacando que ainda investiga as causas do problema.

“A Saneouro informa que sua equipe de Atendimento a Clientes recebeu o primeiro relato de falta de água no subdistrito de Coelhos no dia 18 de julho. Desde então, as equipes operacionais da empresa têm investigado diariamente as possíveis causas da intermitência no abastecimento da localidade, visto que o poço que mantém no local encontra-se em funcionamento.

Enquanto não se chega ao diagnóstico da causa da intermitência, a Saneouro tem feito manobras operacionais para distribuir a água disponível a todas as regiões do distrito.

A empresa também envia caminhões-pipa para o reforço do abastecimento. Nos casos de abastecimento via caminhão-pipa, não há duplicidade de cobrança. O faturamento é feito pela quantidade de litros de água disponibilizados, a partir da mesma estrutura tarifária da cobrança de imóveis hidrometrados. Ou seja, a quantidade de litros de água colocados nos reservatórios das residências para consumo é faturada da mesma forma como se aqueles mesmos litros tivessem entrado pelas redes de distribuição.”

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