
A Agência Nacional de Mineração (ANM) oficializou, na última sexta (9/1), o encerramento do nível de emergência da barragem Maravilhas II, que fica na Mina do Pico, em Itabirito (MG), e pertence à Vale.
A estrutura, que anteriormente operava em nível 1, passa agora a contar com a Declaração de Condição de Estabilidade (DCE) positiva, documento que atesta a segurança técnica da unidade.
A mudança ocorre após a finalização de intervenções estruturais concluídas em outubro de 2025. Segundo a mineradora, as obras de reforço foram fundamentais para elevar os índices de segurança e adequar a estrutura aos requisitos normativos exigidos pela legislação brasileira.
AVANÇO NO PLANO DE SEGURANÇA
Maravilhas II é a 23ª estrutura da Vale a sair de situação de emergência desde 2022. Apenas em 2025, outras cinco barragens no estado (Grupo, B6 da MAC, Dicão Leste, Doutor e Vargem Grande) também tiveram seus níveis de emergência encerrados.
DESCARACTERIZAÇÃO
Apesar da melhora no status de estabilidade, a Vale mantém o monitoramento 24 horas por meio dos Centros de Monitoramento Geotécnico (CMG). Para 2026, a prioridade da companhia será o avanço no Programa de Descaracterização de Barragens a Montante, visando eliminar estruturas com o mesmo método construtivo daquelas que se romperam em Brumadinho e Mariana.
A saída de Maravilhas II do nível de emergência representa um alívio para a comunidade local e um passo importante para a normalização das operações de mineração.
GOVERNO FEDERAL
As barragens de mineração pelo método de alteamento a montante foram proibidas no Brasil em outubro de 2020, durante o governo Bolsonaro, por meio da Lei Federal nº 14.066.
A proibição foi um desdobramento das tragédias de Mariana (2015) e Brumadinho (2019), em Minas Gerais, que utilizaram esse método construtivo.
Mas antes da lei ser sancionada, no mesmo governo Bolsonaro, logo após a tragédia de Brumadinho, a ANM publicou a Resolução nº 4, de 15 de fevereiro de 2019, que proibiu o método de alteamento a montante e estabeleceu prazos para a descaracterização (desativação) dessas estruturas.












