Nesta segunda (18/8), a Agência Nacional de Mineração (ANM) reclassificou o nível de emergência da Barragem Forquilha III, localizada na Mina da Fábrica, em Ouro Preto (MG), de 3 para 2.
Segundo o site do Governo Federal, a decisão foi tomada com base em avaliação técnica da Superintendência de Segurança de Barragens e Pilhas do órgão, a partir de documentação apresentada pela Vale.
De acordo com a ANM, a reclassificação é resultado de avanços na caracterização geotécnica da estrutura, obtidos por meio de novas investigações de campo, ensaios laboratoriais e calibração da rede de fluxo com dados de instrumentação. Esses elementos permitiram maior compatibilidade entre os modelos de análise e as condições reais da barragem.
Apesar da redução do nível de emergência, o órgão alerta que a estrutura continua exigindo monitoramento permanente. A determinação é de que as atividades de descaracterização sejam realizadas exclusivamente com equipamentos operados remotamente, para evitar a exposição de trabalhadores a riscos. Intervenções presenciais só poderão ocorrer mediante autorização técnica e protocolos rígidos de segurança.
A Zona de Autossalvamento segue evacuada e a Estrutura de Contenção a Jusante (ECJ) permanece com Declaração de Condição de Estabilidade (DCE) positiva.
A ANM afirmou ainda que mantém o acompanhamento da barragem e que todas as medidas de segurança em vigor continuam sendo prioridade para a proteção da população e do meio ambiente.
“Alcançamos nosso compromisso de não ter barragens em nível de emergência 3 até o ano de 2025, reforçando a segurança das pessoas e do meio ambiente”, afirmou Gustavo Pimenta, CEO da Vale.
A Barragem Forquilha III é uma das 13 estruturas a montante que ainda serão descaracterizadas pelo Programa de Descaracterização da Vale. Desde 2019, das 30 estruturas previstas, 17 (14 em Minas Gerais e 3 no Pará) já foram descaracterizadas, o que equivale a 57% do total. Já foram investidos mais de R$ 12 bilhões no programa.
A previsão é concluir a descaracterização da barragem Forquilha III no final de 2035, com a execução completa do projeto de descaracterização e a recuperação ambiental da área.














