Alencar da Silveira, com voz embargada, praticamente se despede da vida de deputado estadual
Alencar, emocionado, durante os questionamentos da comissão - Foto: Captura de tela de vídeo
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Um homem conciliador. O deputado estadual Alencar da Silveira Jr. (PDT) deixou claro que essa é uma de suas características durante reunião (dia 15/7) em que foi arguido por colegas parlamentares da Comissão Especial criada para analisar a indicação dele ao cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

O parlamentar estadual mais votado da história de Itabirito (MG) recebeu aval dessa comissão. Ou seja, ele praticamente está no TCE no ano que vem e não mais disputará a eleição para deputado.

Contudo, a indicação de Alencar passará ainda pelo plenário da Assembleia (que, ao que tudo indica, não terá problema).

Alencar chegou a ficar com a voz embargada ao falar de sua decisão de abandonar as disputas de quatro em quatro anos. “A gente tem a hora de sair do município, vir para o estado, e tá na hora de me dedicar a outro órgão que a gente pode colaborar”, disse.

“De fato, ele é um conciliador. É mais fácil eleitores, candidatos, vereadores e prefeitos etc. não gostarem dele, por algum motivo, que ele considerar alguém como inimigo de fato. Alencar é aberto ao diálogo, mesmo com um suposto adversário”, disse um cidadão de Itabirito, interessado em política, que pediu para não ser identificado.

Foi radialista da Rádio Capital, de BH, e é jornalista de formação, Alencar tem 36 anos de carreira política. Começou em 1988 como vereador em BH e chegou a ser presidente da Câmara belo-horizontina. Em Minas, foi autor da lei do passe livre para idosos no transporte intermunicipal e da lei da ficha limpa, por exemplo.

Em meio à lacuna que ficará para os eleitores de Itabirito, pela 1ª vez, Orlando Caldeira, ex-prefeito da cidade, poderá ser (em 2026) candidato a deputado estadual com a benção de Alencar.

TRIBUNAL DE CONTAS

Caso seja escolhido, caberá a Alencar ocupar uma das quatro vagas do TCE indicada pela Assembleia (no total de sete, sendo três escohidas pelo Governo de MG).

O TCE exerce controle externo das contas públicas municipais e estadual – como órgão auxiliar da Assembleia Legislativa.

Para ser indicado, o candidato precisa ter “notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos ou de adminstração pública, tendo exercido por, pelo menos, 10 anos atividades que exijam esses conhecimentos”, informou Ana Luiza Bongiovani, repórter da TV Assembleia.

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