‘Termina logo, neguinha!’: acusação de injúria racial na Rodoviária de Itabirito acaba na delegacia
Rodoviária de Itabirito - Foto: Reprodução
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ITABIRITO (MG) – Uma discussão no banheiro da rodoviária, nesta segunda (30/3), terminou na delegacia. O fato envolveu uma usuária e uma funcionária da limpeza após o uso do termo “neguinha” durante a situação.

A Guarda Civil Municipal (GCM), por meio da Romu, registrou o boletim de ocorrência após ser acionada via Centro de Operações (COP).

Segundo relato da pessoa identificada no registro da GCM como vítima, ela tentava utilizar o banheiro com a filha (de 8 anos) quando foi barrada pela funcionária que realizava a limpeza do local.

A mãe alegou que a criança não podia esperar o piso secar, o que deu início a um bate-boca.

Segundo registros da GCM, a funcionária sugeriu que uma das cabines, que estava ocupada, fosse utilizada, mas a mãe teria se recusado a esperar.

Ainda de acordo com a vítima, em determinado momento, a funcionária disse: “Então vai, neguinha! Termina logo, neguinha!”.

Sentindo-se humilhada, a vítima afirmou que buscaria providências, momento em que a funcionária teria ironizado a situação juntamente com uma colega.

Em sua versão, a funcionária explicou que o banheiro estava interditado para manutenção, visando evitar acidentes no piso molhado.

Ela afirmou que a usuária ignorou as orientações e entrou no local discutindo.

A funcionária admitiu aos guardas ter dito as frases: “Então vamos, minha filha, vamos, neguinha, vamos, usa logo”, mas alegou que o termo foi usado no calor do momento, sem intenção racista.

Ela garantiu que é uma forma como se refere às pessoas normalmente.

Uma testemunha que trabalha no local confirmou a versão da funcionária.

Devido à tensão do episódio, o coordenador da rodoviária acompanhou as partes, que foram encaminhadas pela GCM à UPA para atendimento médico antes de serem levadas à delegacia.

O caso agora está sob responsabilidade da Polícia Civil, que deve investigar se a fala configura o crime de injúria racial — que, pela legislação brasileira atual, é equiparado ao racismo e não admite fiança.

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