Lilica, Joaquim e Negona eram cães comunitários, sem raça definida, que tinham o bairro Funcionários, em Itabirito (MG), como lar. Cuidados por moradores, os três foram encontrados mortos em diferentes ocasiões. Lilica foi localizada num lote vago. Joaquim foi o 2º a ser achado sem vida, seguido por Negona.
Mas a sequência de mortes não para por aí. Cerca de 15 dias após a morte de Negona, Bella Maria, uma cadela chow-chow, também morreu. Esta tinha um tutor e morava em uma casa do bairro.
Acredita-se que esses animais tenham sido envenenados ou ingerido iscas possivelmente letais.
Há suspeita de quem seriam os autores da onda de crimes.
MISTURA DO MAL
Cidadãos ligados à causa animal encontraram pedaços de carne misturados com cimento em pontos estratégicos do bairro — onde os cães teriam acesso.
Negona, com certeza, ingeriu a mistura. O cimento endureceu no organismo dela, formando uma massa sólida, provocando obstrução intestinal.

Por sua vez, um outro cão, de nome Brancão, pode ter sido a 5ª vítima. Acredita-se que ele também tenha ingerido a mistura. Embora esteja vivo, ele está debilitado e em tratamento veterinário. “Imagino a dor que ele está sentindo”, lamentou um morador.
Uma turma de amigos se juntaram e levantaram, por enquanto, cerca de R$ 500 para o ajudar o amigo do bairro. Brancão, apesar de grande porte, é dócil e (como todos os mortos desta história) inocente.
Consulta, exame e ultrassom já foram feitos.

Além dos cães, uma gata chamada Tigresa também teria sido vítima da ação de criminosos. Ela ficou ferida com um corte, mas está se recuperando.

Independentemente da motivação, provocar deliberadamente a morte ou o sofrimento de animais é grave e é crime. Eventuais conflitos envolvendo animais deveriam ser resolvidos pelos meios legais, sem violência.
MAUS-TRATOS
No Brasil, a Lei Federal nº 9.605/1998, alterada pela Lei nº 14.064/2020, prevê pena de reclusão de dois a cinco anos, multa e proibição da guarda para quem praticar abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar cães e gatos.
A pena pode ser aumentada em caso de morte do animal.









