Santafé retira linha Itabirito/Alphaville e situação de trabalhadores fica complicadíssima
Lotação da Santafé - Foto: Reprodução
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A Santafé Transportes decidiu acabar com a linha de ônbus Itabirito/Alphaville. Tal atitude complicou, e muito, a vida de trabalhadores que moram em Itabirito e são empregados no condomínio.

Segundo usuários que conversaram com o Radar Geral, antes eram 4 horários: 2 de ida e 2 de volta (de segunda a sexta). Depois, passaram a ser somente 2 horários (1 de ida e 1 de volta). Contudo, a mudança radical aconteceu há cerca de 2 meses, quando a empresa decidiu dar fim à linha.

Usuários relataram ao Radar, que mesmo “caindo aos pedaços”, o ônibus da Santafé (que chegava a levar mais de 30 passageiros em pé) era de grande valia. Saía de Itabirito, entrava no Alphaville (condomínio de alto padrão que pertence a Nova Lima), circulava por dentro do empreendimento (composto por outros condomínios menores) e deixava os trabalhadores perto do local de trabalho.

Hoje a realidade é bem diferente.

Ao site, um funcionário da Santafé chegou a dizer que atualmente o ônibus “entra no Alphaville” em alguns horários. Contudo, usuários esclarecem que, na verdade, o transporte atual vai até (somente) a rotatória.

“Tem gente que precisa andar, quando não consegue carona ou pegar um outro ônibus, até 1h a pé para chegar ao local do trabalho”, disse Neide Maria dos Santos (48 anos), moradora de Itabirito, que trabalha como diarista no Alphaville há mais de 8 anos.

PREÇO

O problema não se resume ao descaso relatado. O preço (antes), com a lotação Itabirito/Alphaville, era R$ 12.

Atualmente, o usuário não é mais atendido pelo veículo chamado de lotação, mas sim por um ônibus da linha rodoviária. Resultado: o valor saltou para R$ 15 (somando o reajuste de 8% autorizado pelo Governo de Minas).

O assunto foi levado à Câmara de Itabirito, na segunda (6/10), pelo vereador Fabinho Fonseca (PSD).

Momento em que o vereador trata do assunto na Tribuna da Câmara de Itabirito – Foto: Captura de tela de vídeo

O parlamentar municipal disse que cerca de 6 usuários o procuraram para reclamar da situação. Fabinho pediu o retorno da linha e afirmou que tal realidade pode gerar desemprego.

Isso porque, segundo ele, “para os patrões, por exemplo, fica muito mais barato bancar o transporte de um morador do Jardim Canadá ou de qualquer outro ponto de Nova Lima”.

A fala do vereador tem sentido uma vez que o programa Tarifa Única, da Prefeitura de Nova Lima, garante preço de R$ 2 para qualquer ponto do município nova-limense.

OUTRO LADO

O Radar procurou a Santafé. Após contato telefônico, um e-mail foi enviado com 3 questões a respeito do caso. Todavia, até o fechamento desta notícia, a empresa não se pronunciou. Caso chegue alguma resposta, o site fará novo texto sobre o assunto.

EM TEMPO: a situação dos trabalhadores fica ainda mais díficil aos sábados, quando o ônibus nem sequer chega à rotatória, obrigando o usuário a atravessar a BR-356 em um dos pontos mais perigosos da rodovia.

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