Foi sepultado nesta quinta (26/6), no Cemitério Parque da Esperança, Jorge Farid Aziz Rahme. Ele tinha 81 anos de idade.
Seu Jorge (como era conhecido) morreu após complicações decorrentes de uma pneumonia.
Durante anos, foi lojista em Itabirito (MG) – época em que fez muitas amizades.
“Ele teve a Pague Menos e deu oportunidade para muitos no 1º emprego. Na época, havia uma ‘tradição’: quem era ex-funcionário da loja do meu pai ‘ganhava pontos no currículo’ e tinha mais chance de conseguir outras oportunidades de emprego. Isso porque ele sabia lidar com o cliente e sabia também repassar esse ensinamento aos atendentes”, lembrou com carinho Alexandre – filho de Seu Jorge.
Homem de opinião, que não dispensava uma boa prosa, Jorge teve entre seus parentes próximos empresários de sucesso que marcaram a economia da região – o que não o impedia de ser um homem simples no trato com as pessoas.
Irmão dos saudosos José, João, Aziz e Esmeralda, Seu Jorge (tio do conhecido empresário Lu Farid) era o caçula entre os filhos homens do também saudoso casal Maria e Farid – libaneses que se estabeleceram no Brasil em 1930.

“Um orgulho de meu pai era de ter participado da diretoria da Corporação Musical Santa Cecília e de ter sido do Congado – juntamente com João Pascoal e José Bastos Bittencourt”, continuou Alexandre, que recordou que a frase que seu pai mais dizia era: “Ser bom ainda é bom”.

Além de Alexandre, Jorge deixa mais dois filhos: Jorginho e Lidiane. Deixa ainda quatro netos e um bisneto de 1 mês, que ele não chegou a conhecer.
Dos irmãos de Jorge, somente mulheres continuam vivas: Hilda (da Sapataria Birni) e Jorgette (que mora em Moeda).
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