Carolina Beatriz de Deus Maciel era uma cantora gospel cheia de sonhos, como a maioria das jovens de 21 anos de idade. Contudo, no dia 11/4 deste ano de 2026, sua vida teve fim após acidente no “minhocão” (que saiu dos trilhos) do Minas Center Park (o Park itinerante do personagem Bananinha — de A Praça é Nossa).
Na época, o empreendimento estava instalado em Itabirito (MG).
JUSTIÇA
Em que pé está o processo sobre o caso?
Para responder a essa pergunta, o Radar Geral conversou, hoje (2/6), com os advogados Leandro Dantas e Daniel Soares — dois dos responsáveis pelo processo — e que na esfera criminal serão assistentes da acusação atuando juntamente com o Ministério Público (MP).
OS RESPONSÁVEIS
Guilherme Pinheiro de Oliveira (dono do parque), Paulo Márcio Martins Teixeira (engenheiro — mecânico e de segurança do trabalho — do empreendimento) e Welington Borges de Souza (que operava o brinquedo), no entendimento do MP, devem responder por 1 homicídio consumado e 3 tentados.
Nos 4 casos, com dolo eventual — quando não se tem a intenção de matar, mas (ao mesmo tempo) assumem o risco.
O dono do parque e o operador ficaram presos de 11/4 a 25/5 após o acidente, mas atualmente aguardam julgamento em liberdade.
O que o MP espera é que o caso (na esfera criminal) seja levado ao Tribunal do Júri. O processo está nas mãos da juíza Vânia da Conceição Pinto Borges.
Já na esfera cível, o Município de Itabirito deve ser incluído. “Há responsabilidades, houve falhas. Vamos inclusive usar elementos do criminal no cível que deve implicar não somente os 3 membros do parque, mas também o Município”, disse o advogado Daniel Soares — irmão de Bianca, uma das vítimas sobreviventes.
VIDA QUE SEGUE APESAR DA DOR
Os que sobreviveram, atualmente, estão se recuperando. Tratamento psicológico e fisioterapia passaram a fazer parte do dia a dia de alguns deles.
No dia do acidente, Bianca, por exemplo, ficou com um braço preso nos trilhos, e Samara teve corte profundo na cabeça.
Pelo menos 1 dessas 3 vítimas não se recorda com perfeição do momento da tragédia, e ao mesmo tempo não fala sobre o assunto.
A mãe de Carolina, por sua vez, passou a se tratar com psicólogo após a perda.
No momento do acidente, no parque, não havia equipe de socorro. Samu e Brigada chegaram em cerca de 10 minutos. Os procedimentos de praxe para tentar reanimar Carolina não faltaram, foram insistentes, “mas acreditamos que ela já estava morta”, relatou o advogado.
“A condenação dos 3 envolvidos tem caráter punitivo, sim. Mas também pedagógico. Temos de tirar uma lição dessa triste história”, finalizou Daniel.
EM TEMPO: acredita-se que o personagem Bananinha seja, somente, o garoto-propaganda do parque. E não se sabe se o empreendimento continua usando o mesmo nome: “Minas Center Park”.
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