
Há pouco mais de 7 anos estourou a “Operação Pedra Vermelha”, um escândalo que abalou Itabirito (MG) e repercutiu na chamada grande imprensa. Na noite de hoje (1º/10), um dos envolvidos, Sanders de Assis, afirmou que é inocente. Isso durante entrevista ao Plantão Jurídico, da Rádio Cidade FM.
Na época do escândalo, Sanders ocupava o cargo de secretário de Desenvolvimento da Prefeitura e foi um dos presos pela operação. Hoje responde em “liberdade”.
Durante o programa, ele disse que o processo está na fase de produção de provas e será iniciada a perícia e, na sequência, as testemunhas serão ouvidas.
Ele salientou que não sabe como o Ministério Público chegou ao valor de R$ 201 milhões (que segundo o órgão, foi o prejuízo aos cofres públicos estimado entre 2013 e 2018).
Sanders chegou a citar uma conversa que ele teve, em 2018, com Otácio João de Souza (conhecido como Tacinho), dono da Souza de Braga (empresa que prestava serviços de transporte para a Prefeitura). Nela ele sugeriu ao empresário que fizesse um “preço justo”. De acordo com o ex-secretário, tal conversa foi usada como indício de que houve fraude entre 2013 e 2018.
Por diversas vezes, garantiu que é inocente. “Perdi 7 anos de minha vida (…). Fiz 7 anos de terapia para conseguir estar aqui hoje (…). Não desejo o que passei para o meu pior inimigo (…)”, disse, no decorrer da entrevista, à apresentadora Claudinha Macedo.
Apesar de afirmar que não tem mágoa do Ministério Público (responsável pela operação), Sanders afirmou que órgão “tomou ação antes de investigar”.
Ele disse também que não tem mágoa da Justiça e nem sequer daquele o denunciou. Para ele, as mágoas pertencem ao passado. “Quero viver em função de provar minha inocência”, salientou
Algumas vezes durante a entrevista, o ex-secretário (que é advogado) se emocionou. Chegou a dizer que seu erro foi confiar nas pessoas e que “ninguém conseguirá provar nada contra ele”.
Sanders ficou 18 dias preso em uma cela. Além disso, ficou 1 ano e 3 meses em prisão domicilar. Lamentou que tenha saído da Prefeitura “com fama de ladrão”. E afirmou: Sobrevivi e sobrevivo porque sou uma pessoa de fibra e de luta, que acredita muito em Deus. Perdi tudo que eu tinha na minha vida, mas não perdi a vontade de viver e de provar minha inocência. Não passei fome porque minha mulher e meus filhos são fantásticos (…). Acusar os outros de ladrão, sem provar nada, é muito fácil (…). Não tenho medo de ser preso porque eu não fiz nada.”
SOBRE A PEDRA VERMELHA
Na época em que os envolvidos foram presos, a operação teve participação da Polícia Civil.
Helicóptetro e intensa movimentação de viaturas chamaram enorme atenção na cidade. As casas dos envolvidos foram cercadas.
Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e nove pessoas foram presos por indícios de “organização criminosa, fraude em licitação, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro”.
O secretário de Obras da época, Octávio João Silva, e o irmão do então prefeito também foram presos. Por sua vez, o chefe do Poder Executivo, Alex Salvador, não foi citado pelo MP como um dos envolvidos.
VEJA VÍDEO COM A ENTREVISTA COMPLETA…:.
Nota do Radar Geral: em respeito a uma notificação extrajudicial (para a Rádio Cidade),
o vídeo foi removido do YouTube da emissora.
Tendo como base essa mesma notificação, dois parágrafos da matéria (feita pelo Radar) foram retirados.









