MATÉRIA ATUALIZADA ÀS 19h32 DE 14/7/2025. ISSO PORQUE AS ASSEMBLEIAS FORAM SUSPENSAS.
ITABIRITO (MG) – As estaduais Engenheiro Queiroz Júnior (Industrial) e Intendente Câmara decidirão se serão ou não escolas cívico-militares.
Caso haja a mudança, diretores, professores e outros funcionários continuarão sendo os mesmos. Não se trata de nova modalidade de ensino. “O foco é a promoção de valores cívicos, éticos e organização do ambiente escolar, complementando o modelo de ensino existente”, explicou o governo de Minas – autor da proposta.
Diferentemente de militarização da escola, “os militares (bombeiros e policiais da reserva) serão colaboradores nas atividades cívico-pedagógicas, sem assumir funções pedagógicas ou interferir no currículo”.
A mudança tem como base o projeto de lei do deputado estadual Coronel Henrique (do PL), que indicou mais de 700 escolas em MG – entre elas, as duas de Itabirito.
A assembleia (que decidirá sobre a mudança) no Industrial estava marcada para amanhã (15/7). E no Intendente, seria na quarta (16/7). Mas a Secretaria de Estado da Educação decidiu suspender essas assembleias. Novas diretrizes serão encaminhadas “em breve” para que o processo continue.
No momento propício, a decisão caberá às duas comunidades escolares: alunos, professores, pais etc. Cada instituição decidirã por si.
EXEMPLOS
Nove escolas de MG (total de 6 mil alunos), que implementaram o programa, segundo o governo, “já tiveram melhorias significativas com aumento do engajamento e motivação dos estudantes, maior participação das famílias e fortalecimento do vínculo escola/comunidade”.
Outra intenção é criar (de acordo com o autor) um ambiente mais seguro, organizado e acolhedor. A ideia também é que os militares deem apoio complementar, permitindo que os docentes foquem no ensino.
PREVISÃO
A discussão já aconteceu anteriormente em Itabirito. Existe, de fato, resistência por parte da comunidade escolar. O atual projeto foi apresentado, recentemente, ao colegiado das duas escolas.
Restrições mais explícitas para alunos e a ideia de desvalorização do papel do educador são alguns dos argumentos que permeiam o debate. Intenções eleitorais, pouco tempo para discussão também são motivos para que não haja a mudança.
Contudo, interessante seria se Itabirito pudesse ter, pelo menos, uma cívico-militar. Fato é que ninguém será obrigado a estudar nesta escola. E quem quiser, poderá ter a oportunidade.










