Itabirito: história de maestro da União Itabiritense, contada por filha professora, vira notícia em jornal dos EUA
Luciane e seus pais. Na imagem à direita, ela e seu marido - Fotos: Arquivo de família
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A trajetória do saudoso músico e maestro Lúcio Vicente da Silva ganhará as páginas de um livro escrito por sua filha, a professora Luciane Márcia Silva Tiradentes. A iniciativa de resgatar o legado do trompetista, falecido há 17 anos, atravessou fronteiras e foi destaque recente no jornal Brazilian Times, periódico que circula há 37 anos nos Estados Unidos voltado para a comunidade brasileira.

O maestro teve uma carreira prolífica, atuando como músico na Corporação Musical Santa Cecília (Banda Velha) e como regente e professor de música da Corporação Musical União Itabiritense (Banda Nova).

Sua experiência incluiu ainda 10 anos de dedicação como integrante da Banda do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. Além de trabalhos na Sociedade Musical União Social, como instrutor musical e regente, em Cachoeira do Campo, distrito de Ouro Preto.

RECONHECIMENTO

A reportagem no jornal norte-americano, assinada pelo colunista e professor Rogério Zola Santiago, dedicou uma página inteira ao trabalho de Luciane e de seu marido, o fotógrafo Alexandre Tiradentes. Além do livro, a publicação destacou a produção artística de Luciane e o trabalho fotográfico de Alexandre.

Página do jornal americano que trouxe informações sobre o casal Luciane e Alexandre – Foto: Reprodução

A ligação entre a autora e o colunista vem de longa data, desde o período em que se conheceram no Uni-BH. Zola, figura influente na sociedade belo-horizontina, já havia prestado uma homenagem póstuma ao maestro Lúcio Vicente no Automóvel Clube, em Belo Horizonte, ocasião em que Luciane foi agraciada com uma placa em nome do pai.

Há alguns anos, Rogério Zola esteve na Escola Laura Queiroz, de Itabirito, visitando uma iniciativa ambiental bancada pela Coca-Cola – Foto: Romeu Arcanjo

LEGADO

Um dos marcos da carreira de Lúcio Vicente foi sua trajetória de 20 anos na banda da Companhia de Polícia de Guardas (Cia PGd). Criada pelo governador da época, essa banda de elite da Polícia Militar realizava apresentações solenes no Palácio da Liberdade — então sede oficial do Governo de Minas Gerais — e em diversas cidades do estado, onde Lúcio atuou até sua aposentadoria.

Mesmo quase duas décadas após sua partida, a influência do músico permanece viva. Os arranjos escritos por ele continuam sendo executados por diversas bandas de música em todo o estado de Minas Gerais, e alguns de seus alunos seguiram a carreira musical, consolidando sua importância para o patrimônio cultural mineiro.

A filha do maestro, que é professora da Escola Ana Amélia Queiroz e é conhecida nas redes sociais como “Luciane Historiadora”, recorda com carinho que o convite para o pai assumir a Banda Nova partiu de Domingos Pereira, então presidente da União Itabiritense e dono da extinta loja Dular. “Meu pai também já participou de um conjunto de baile formado por ele e pelos senhores Ivo Gonçalves e maestro Vieira”, relatou.

Definitivamente, o futuro livro promete ser um registro detalhado de uma história que une dedicação militar, paixão pela música de banda e a identidade cultural de Itabirito.

Luciane e Alexandre – Foto: Arquivo de família
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