Na tarde desta sexta (31/10), uma funcionária (de 42 anos) de um banco de Itabirito (MG) foi conduzida, pela Guarda Civil Municipal (GCM), à delegacia após ser acusada de utilizar indevidamente o cartão de crédito de um cliente (de 60 anos) em diversos estabelecimentos da cidade.
O banco no caso não é muito conhecido e é híbrido – que oferece serviços financeiros tanto de forma digital quanto presencial em sua pequena agência no Centro da cidade.
O caso veio à tona quando a filha do cliente notou uma série de notificações de compras no aplicativo bancário de seu pai. As transações, totalizando cerca de R$ 278,39, ocorreram em lojas da área central itabiritense.
Em contato com uma das lojas, a filha conseguiu, com uma funcionária, imagens de segurança que mostravam a pessoa que havia realizado a compra.
Pai e filha reconheceram a compradora. Segundo eles, trata-se da funcionária do banco.
A GCM, em patrulhamento pela Avenida Queiroz Júnior, foi acionada pela filha. Durante o relato, uma nova notificação de compra chegou, permitindo que a guarnição localizasse a suspeita na Rua Primo Cavalieri.
VERSÕES
Ao ser abordada, a funcionária confirmou ter estado nos estabelecimentos e realizado as compras. Ela admitiu trabalhar no banco e disse que o idoso era seu cliente há cerca de cinco anos, tendo ela mesma feito a abertura da conta bancária dele.
Em sua defesa, a funcionária alegou ter sofrido assédio por parte do idoso. Ela afirmou que, após adverti-lo, ele passou a ir ao local do trabalho dela para presenteá-la e que, nesta semana, ele próprio teria deixado o cartão de crédito em posse dela, autorizando o uso.
Os produtos adquiridos foram apreendidos pela GCM. Entre os itens estavam facas de churrasco, um kit petisqueira, um brinquedo, roupas infantis e maquiagens.
Questionado, ele negou ter deixado o cartão com a funcionária e disse que não autorizou o uso. Ele confirmou apenas que esteve na agência no dia 29 /10 para uma transação bancária, que não foi aprovada.
Após conseguir recibo das compras nas lojas envolvidas, a GCM conduziu os produtos e a funcionária para a Polícia Civil de Ouro Preto.










