ITABIRITO (MG) – Um rapaz (de 29 anos) procurou ontem (4/7) o Radar Geral para dar outra versão a respeito do caso da criança (de 8 anos) que deixou o ônibus escolar no Quinta dos Inconfidentes por estar sem a carteirinha (documento essencial para embarcar no transporte oferecido pela Prefeitura).
Esse rapaz é filho da monitora envolvida no caso.
Após matéria do Radar, o assunto tomou as redes sociais na cidade. Em resumo: a mãe da criança disse (com base em relato da filha) que a menina foi expulsa do coletivo pela monitora. Esta mãe ainda procurou outras crianças (que estavam no coletivo) que confirmaram a expulsão. Além disso (ainda com base nesta mãe) o desembarque da menina aconteceu em local que fica “a cerca de 15 min de caminhada” da casa onde mora (mais ou menos 1 km de distância).
Ao Radar, o rapaz disse que sua família está sofrendo represálias e fez quatro considerações. São elas:
1 – O ponto onde a criança desembarcou fica a 190 metros da residência dela. E este ponto (de acordo com informações que ele recebeu de sua mãe monitora) frequentemente é utilizado para embarque pela mesma aluna. Já o ponto em que a menina “pegou” o escolar fica a 500 metros da casa.
2 – A criança embarcou sozinha (situação que foi confirmada pela Prefeitura) – o que não é permitido pelo Decreto Municipal que regulariza o serviço.
3 – A menina não foi expulsa do ônibus. Ela desceu assim que soube que não poderia embarcar no próximo ônibus para seguir até a escola.
4 – Apesar de a mãe da menina dizer que a criança esqueceu a carteirinha em casa, o documento foi emitido pela Prefeitura, novamente, às 8h29 do dia posterior ao ocorrido. E por dois dias, antes do incidente, a monitora já havia deixado a menina embarcar sem a carteirinha – com a instrução de apresentar o documento no dia seguinte (o que não foi feito).
O julgamento das redes e das ruas deixou a família da monitora arrasada. Houve (segundo o filho) ameaças contra a profissional, dificuldade para dormir, choro, medo, pedido de dispensa do trabalho na manhã de ontem (4) e boletim de ocorrência (para se resguardar das ameaças).
DECISÃO DO SITE
Cabe ao Radar Geral apresentar todas as versões (no caso, da mãe da criança, da Prefeitura e do filho da monitora) acerca do fato. E isso foi feito! O assunto para o site está encerrado com esta atual matéria.
Que a situação sirva como exemplo para que o cumprimento da lei não deixe de levar em conta que os principais usuários do serviço, no caso, são “simplesmente crianças”.
LEIA 1ª MATÉRIA SOBRE O ASSUNTO: Itabirito: criança desce do escolar e fica pelo caminho por esquecer carteirinha; mãe diz que filha foi expulsa










