
Paróquia: R$ 60 mil. Prefeitura: R$ 83 mil. Herculano: R$ 82.800. Esses foram os valores, num total de quase R$ 226 mil, investidos (por meio da parceria entre essas três instituições) no novo telhado da Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem, em Itabirito (MG).
Foram 28 mil novas telhas instaladas.

A obra ficou pronta ao final de fevereiro deste ano, e na quinta (20/3) para visitar a realização, representantes da Herculano Mineração e o atual chefe de Gabinete da Prefeitura, o ex-prefeito Orlando Caldeira, estiveram na Matriz, conversaram com o padre Miguel Ângelo Fiorillo (pároco) e conheceram a obra.
Entre os inúmeros problemas do antigo telhado estavam várias goteiras. Diante da situação, o padre buscou os recursos.
“Foi feito um laudo em que foi constatado que eram cinco qualidades diferentes de telhas na Igreja”, disse o pároco.
De pronto, tanto a Herculano como a Prefeitura entraram no projeto. No caso, foi a mineradora que comprou as telhas.
“A Herculano se preocupa com as questões sociais e culturais nas comunidades em que ela está inserida. Um patrimônio desse porte é de extrema importância histórica, religiosa e cultural”, disse o engenheiro civil Gilmar Vieira – diretor de operações da mineradora, que esteve na Igreja com Renata Mendes – analista de relação com a comunidade da empresa.
Durante a obra, inclusive, com a deterioração pelo tempo, novos desafios foram se apresentando e tiveram de ser superados.

A IMPORTÂNCIA DA OBRA PARA ITABIRITO
Entre as pinturas que podem ser vistas na Matriz há uma imagem da uma ermida (pequena capela) que antecedeu a Igreja. Era, na verdade, um espaço de proteção do retábulo (estrutura de madeira em relevo que fica atrás do altar).
Depois a Matriz (como a conhecemos hoje) foi erguida e ficou pronta em 1720.

Maior especialista em história de Itabirito (inclusive referência nas Acadêmias quando o assunto é o passado de toda a região), o padre Miguel, em conversa informal com os representates da empresa, lembrou que Itabirito teve início com o capitão-mor Luiz de Figueiredo Monterroio e Francisco Homem Del Rey – que chegaram à região em 1709.
“Esses dois se tornaram mineradores e construíram a ermida (…). E hoje é uma mineradora que ajuda a manter a nossa história viva”, disse o padre.