É inegável que as Guardas Civis Municipais (GCMs), nos últimos anos, ao lado da Polícia Militar, passaram a desempenhar papel de protagonistas na segurança do dia a dia de várias cidades brasileiras.
E em Itabirito (que também é testemunha dessa realidade) na tarde desta quinta (16/4) aconteceu a formatura de 13 novos agentes da Romu — a “tropa de elite” da GCM.

Além dos agentes do município itabiritense, dois guardas de Ouro Branco participaram do Curso de Operações Táticas de Romu (Cotar). Com duração de oito dias, a formação foi marcada pelo alto nível de exigência e intensidade.
O 1º dia, em meio a um acampamento, foi “extenuado fisicamente”, como disse o coordenador do Cotar, Tércio Viega, em entrevista ao Radar Geral. Para se ter uma ideia, foi o momento em que três desistiram.
“Tinha hora pra começar, mas não para acabar […]. Romu é a GCM mais robusta, com mais operadores, mais equipamentos, cuja principal função é dar apoio a outras equipes e atuar em situações mais complexas, como em distúrbios civis”, explicou Tércio.
Agentes da Romu de Mariana (guarnição referência em Minas) estiveram presentes durante a formatura, que contou também com o prefeito Elio da Mata, o vice Raphael Rondow, a vereadora Rose da Saúde e o secretário de Segurança, Prevenção e Mobilidade Urbana, Admilson Celso Santiago.
Na oportunidade, o secretário anunciou oito novos GCMs em Itabirito neste mês de abril.

ANSEIOS
Graciane Veiga, comandante da GCM em Itabirito, fez um forte discurso que conseguiu unir os anseios dos novos agentes, da população e aquilo que a Prefeitura espera da Romu. A bem da verdade, poucos querem uma guarnição truculenta, sem limites, mas muitos sabem que não se lida com a bandidagem com flores. A lei e o bom-senso (adquirido com treinamento) são o limite.
“A Romu representa a linha mais preparada da Guarda. Representa prontidão, estratégia, responsabilidade e firmeza diante das mais diversas ocorrências. E vocês que hoje concluem essa formação demonstraram que estão à altura desse desafio […]. A sociedade espera de vocês postura, equilíbrio emocional, técnica e, principalmente, humanidade. Porque, antes de qualquer ação operacional, existe sempre uma vida envolvida. Ser Romu é estar pronto para agir quando todos recuam. É manter-se calmo quando o cenário é de tensão […]. É compreender que a força da instituição não está apenas no preparo físico, mas na inteligência, no respeito às leis e na ética profissional […]”, discursou a comandante.

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