Toda Copa do Mundo deixa marcas. Algumas viram lembranças inesquecíveis. Outras se transformam em cobranças, dúvidas e questionamentos. Mas, independentemente do resultado, existe uma certeza no futebol: o ciclo nunca para.
E é justamente nesse momento, quando a euforia dá lugar à reflexão, que nasce a próxima Seleção Brasileira. Os amistosos diante da Austrália e da Índia, realizados nos últimos dias, representaram os primeiros passos desse novo ciclo. O retrospecto foi: empate por 1 a 1 com a Austrália, vitória por 4 a 2 sobre os australianos e goleada por 4 a 0 diante da Índia. Claro que o peso dos adversários precisa ser considerado. Nenhum deles figura entre as principais potências do futebol mundial.
Ainda assim, amistosos não existem apenas para medir força.
Eles servem para identificar comportamentos, testar alternativas e, principalmente, acelerar processos de renovação. Nesse aspecto, a Seleção deixou sinais interessantes. A principal impressão é que Ancelotti parece ter encontrado mais equilíbrio quando reforça o meio de campo. Depois de testar formações mais ofensivas, o treinador passou a utilizar um setor central mais povoado, dando maior controle de jogo à equipe.
O rendimento contra a Austrália no segundo amistoso e diante da Índia indicou um time mais organizado e menos dependente de ações individuais. Outro ponto positivo foi o surgimento de novas alternativas ofensivas.
Estêvão voltou a mostrar personalidade e talento, Samuel Lino aproveitou bem a oportunidade. Endrick e Gabriel Bontempo seguem ganhando espaço.
Ao mesmo tempo, os amistosos deixaram claro que a Seleção ainda possui fragilidades defensivas. Nos confrontos contra a Austrália, o Brasil sofreu três gols e voltou a apresentar momentos de desatenção, especialmente em transições e erros na saída de bola.
A goleada sobre a Índia não é suficiente para apagar uma questão que Ancelotti certamente continuará observando nos próximos compromissos.
Após uma Copa do Mundo, é natural que o torcedor queira respostas rápidas.
Mas a verdade é que a Seleção ainda está longe de oferecer conclusões. O que se viu até aqui foi apenas o começo de um processo.
Ancelotti ainda está conhecendo melhor as opções que têm à disposição, observando comportamentos, entendendo características e tentando construir uma identidade.
É um trabalho que exige tempo, algo cada vez mais raro no futebol moderno. Por isso, talvez o principal recado desta Data Fifa seja justamente a necessidade de paciência.
A estrada é longa. Mas, ao menos nesses primeiros passos, a Seleção deixou a sensação de que existe, sim, um caminho sendo construído.

Atlético vence em jogo do Campeonato Brasileiro
A vitória sobre o Red Bull Bragantino talvez não tenha sido a atuação perfeita, mas foi o resultado que o Atlético precisava entregar.
Em uma reta final de campeonato na qual cada ponto ganha peso de decisão, deixar escapar uma partida atrasada em casa seria um erro difícil de reparar.
O Galo mostrou maturidade para entender a importância do momento.
Bernard foi decisivo mais uma vez.
Delfim segue aproveitando as oportunidades e mostrando personalidade.
Costumo dizer que equipes que sonham alto costumam vencer justamente os jogos que não podem perder.
E foi exatamente isso que o Atlético fez neste sábado (3/10).














