O atleta marianense Luiz Augusto da Cruz André (de 24 anos), conquistou uma vaga na Seleção Brasileira de Taekwondo em 2026.
O resultado veio após sua participação no Grand Slam, seletiva nacional fechada que reúne os melhores atletas do país, onde venceu três lutas decisivas.
Nascido e criado no bairro Santa Rita de Cássia, em Mariana, Luiz revelou que o início no esporte aconteceu de forma inesperada. “Iniciei no taekwondo de uma forma muito inusitada. Comecei a participar das atividades do Centro de Referência da Infância e Adolescência para fazer aulas de natação, com o intuito de melhorar uma asma que tinha na infância, e tive a oportunidade de conhecer o taekwondo lá. Nunca tinha ouvido falar. Lembro que tinha uma coordenação motora muito ruim nos primeiros treinos”, contou.
Ao longo da trajetória, o atleta enfatiza que desenvolveu características fundamentais para se manter no esporte. “Me tornei uma pessoa resiliente, dedicada e determinada. Sempre gostei muito de lutar e, desde que comecei, desenvolvi essa paixão pelas competições”.
Orgulhoso de suas raízes, o atleta ponderou a importância de Mariana em sua caminhada. “Sou marianense raiz e tenho muito orgulho de representar a Primaz de Minas no cenário nacional e internacional. As políticas públicas voltadas ao esporte são fundamentais. O programa Bolsa Atleta foi essencial na minha trajetória”.
Sobre a experiência na seletiva, Luiz disse: “Foi incrível estar entre os melhores do país e medir forças em um evento desse nível. Ainda há muitos ajustes a serem feitos, mas tenho certeza de que estou no caminho certo. Nem nos meus maiores sonhos imaginava chegar tão alto”.
Apesar da conquista, o atleta relembra os desafios enfrentados, principalmente relacionados aos custos do esporte de alto rendimento. “O maior desafio foram os recursos financeiros. A preparação exige dieta específica, viagens, hospedagens e inscrições. Sou muito grato aos parceiros e apoiadores, que são essenciais no meu dia a dia”.
Mesmo surpreso com o próprio desempenho, Luiz celebra o momento e mantém o foco no futuro. “Confesso que não imaginava chegar tão longe. Às vezes, acho que a ficha ainda não caiu que hoje faço parte da seleção brasileira adulta. Estou muito contente e motivado pelo que vem pela frente”, concluiu.









