O homem acusado de matar a namorada e abandonar o corpo às margens da BR-040, em Esmeraldas (na Grande BH) foi condenado a 36 anos e dois meses de prisão. O julgamento aconteceu nesta quinta (5/3), no 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte. A informação é do G1.
Cristiano Jahel Leal (de 36 anos) foi considerado culpado pela morte de Brena Moreira Franca (de 23 anos). Ele foi condenado pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e direção sob efeito de bebida alcoólica.
Durante o julgamento, sete testemunhas foram ouvidas e descreveram o relacionamento do casal como conturbado e marcado por episódios de violência física, verbal e psicológica. Segundo os depoimentos, a vítima era frequentemente agredida pelo acusado, que também destruía os celulares dela, apropriava-se de seu dinheiro e a humilhava.
Ainda de acordo com as testemunhas, Cristiano era usuário de drogas, situação que teria levado Brena a consumir álcool e entorpecentes durante o relacionamento. No júri, também foram relatados episódios de coronhadas, mordidas, socos, tapas e abusos sexuais, apontando para uma relação marcada por dependência emocional da vítima em relação ao acusado.
Em sua defesa, Cristiano negou ter efetuado o disparo que matou a jovem. Ele afirmou que Brena teria sido atingida por uma bala perdida durante uma troca de tiros no Aglomerado da Ventosa, na Região Oeste de Belo Horizonte, enquanto os dois compravam drogas.
O réu disse ainda que colocou a vítima no carro para levá-la a um hospital, mas, ao perceber que ela já estava morta, decidiu abandonar o corpo na BR-040 por medo de represálias de familiares. Ele também negou ter agredido Brena anteriormente ou ter destruído os aparelhos de telefone dela.
RELEMBRE O CASO
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais, Brena estava na casa da irmã, em Santa Luzia, quando fez uma chamada de vídeo para Cristiano. Em seguida, solicitou um carro por aplicativo para ir até a casa dele, no bairro Santa Maria, em Belo Horizonte.
O crime ocorreu dois dias depois, na manhã de 27 de dezembro de 2024.
Após o feminicídio, Cristiano colocou o corpo da companheira dentro do carro e seguiu até o km 501 da BR-040, em Esmeraldas, onde abandonou o corpo no acostamento da rodovia antes de fugir.
Segundo a denúncia, o homem ainda foi até a casa do irmão, também no bairro Santa Maria, onde trocou de carro na tentativa de evitar ser localizado. O veículo utilizado na fuga foi encontrado por policiais militares na cidade de Governador Valadares.
No momento da abordagem, os policiais constataram que Cristiano apresentava sinais de embriaguez, como andar cambaleante e hálito etílico.















