Andrey Kayky (de 24 anos) foi assassinado no sábado (11/10), após ser agredido e sequestrado durante um baile funk no aglomerado Cabana do Pai Tomás, em Belo Horizonte (MG). A informação é do Jornal O Tempo.
O corpo da vítima foi encontrado com várias marcas de tiros, em um barracão abandonado às margens do Anel Rodoviário, no bairro Vila Bernadete.
De acordo com o boletim de ocorrência, Andrey estava acompanhado de três amigos em um evento conhecido como Sala Vip, na Rua São Geraldo.
Antes de irem ao baile, o grupo passou pelo Centro da capital, onde tirou uma foto — publicada posteriormente no Instagram de Andrey — em que um amigo aparecia fazendo um gesto mostrando dois dedos de uma das mãos.
Durante o baile, os jovens foram abordados por um cadeirante armado, dono de uma adega próxima e conhecido na região. O homem impediu que o grupo deixasse o local e chamou entre seis e sete homens, supostamente ligados ao tráfico da área. Sob ameaça, os amigos foram levados para um beco, onde tiveram os celulares revistados.
Ao acessarem o perfil de Andrey nas redes sociais, os criminosos interpretaram o gesto como uma referência ao Comando Vermelho (CV) — facção que atua em comunidades do Rio de Janeiro. A região do Cabana do Pai Tomás, no entanto, é dominada pelo Terceiro Comando Puro (TCP), aliado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), grupos rivais do CV.
A desconfiança teria motivado uma série de agressões. Ainda conforme o boletim, durante as ameaças, Andrey afirmou ser da Rocinha, no Rio de Janeiro, o que aumentou a tensão entre os suspeitos. Em seguida, ele foi separado dos amigos e levado para o fundo do beco.
Horas depois, o corpo do jovem foi encontrado com múltiplas perfurações provocadas por tiros de pistola calibre 9 mm, próximo ao km 541 do Anel Rodoviário. A Polícia Civil realizou a perícia no local e recolheu cápsulas deflagradas. O corpo foi encaminhado ao IML.
O cadeirante apontado como principal suspeito não foi localizado e, segundo as autoridades, teria fugido após o crime. A Polícia Civil segue em diligências para identificar e prender os envolvidos.














