Itabirito merece uma nova chance: Pela Implantação da Escola Cívico-Militar
Itabirito - Foto ilustrativa
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Em 2019, Itabirito deu um exemplo de cidadania. Durante audiência pública na Câmara, pais, professores e moradores participaram de um debate respeitoso sobre a implantação de uma escola cívico-militar. Na ocasião, 80% da comunidade escolar do Cemi apoiou a proposta, gerando grande expectativa.

Por detalhes administrativos e prazos apertados, a cidade acabou ficando de fora da lista de municípios contemplados. Agora, em 2025, uma nova chance se apresenta — e pode ser a última.

As escolas estaduais Engenheiro Queiroz Júnior e Intendente Câmara convocaram suas comunidades para decidir, em assembleia, se aderem ao modelo. Se a maioria disser “sim”, Itabirito poderá finalmente integrar um programa que vem transformando realidades no país.

As escolas cívico-militares já mostraram resultados concretos:

  • 71% menos evasão.
  • Ideb bem acima da média das Escolas Públicas Estaduais.
  • Média do Enem mais alta.
  • Ambientes mais seguros e focados.

Em Minas Gerais, os dados reforçam o potencial do modelo. Embora a média do Ideb no ensino médio das escolas cívico-militares seja de aproximadamente 4.63, ainda acima das notas das escolas estaduais de Itabirito (4.5 para Engenheiro Queiroz Júnior e Intendente Câmara), é nos destaques que se vê a força do modelo: a Escola Estadual Princesa Isabel atingiu 6.2, e a Assis Chateaubriand chegou a 6.0, ambas em Belo Horizonte.

São números que não apenas superam os índices locais, mas também se aproximam do padrão de escolas particulares — com a vantagem de serem públicas.

É fato que as escolas municipais de Itabirito, responsáveis pelo ensino fundamental, alcançam e até superam esse índice, chegando próximas a 8, reflexo de um investimento local sólido e eficaz. No entanto, o município não oferece ensino médio, e a rede estadual ainda enfrenta sérias dificuldades.

Para famílias de baixa renda, isso representa muito mais do que desempenho. É justiça social: acesso real a uma escola pública estruturada, disciplinada e eficaz.

O modelo não impõe nada. Ele apenas abre uma nova possibilidade dentro da rede pública, deixando a escolha nas mãos da comunidade escolar.

Embora seja legítimo haver opiniões distintas, é preciso reconhecer que parte da resistência parte de setores ligados a interesses sindicais ou corporativistas, temerosos de perder influência sobre a escola.

Há ainda indícios de que alunos vêm sendo influenciados por professores contrários ao modelo, o que fere a liberdade de escolha e prejudica o processo democrático. A decisão sobre o futuro educacional de nossos filhos precisa refletir os anseios das famílias e os dados reais — não pressões internas.

Nenhuma ideologia, por mais bem elaborada, deve se sobrepor à realidade vivida por mães e pais que querem um ambiente escolar seguro e eficaz.

Temos agora:

  • Uma comunidade que já demonstrou apoio claro à proposta.
  • Famílias dispostas a participar ativamente do debate.
  • Um processo que, apesar de estar temporariamente suspenso pelo Governo do Estado, visa garantir que a decisão seja tomada de forma justa, com regras claras e participação verdadeira das famílias.
  • E uma chance concreta de melhorar o ensino público estadual.

Se perdermos esta oportunidade, talvez não haja outra. Queremos menos evasão, menos violência, menos desigualdade. Queremos mais respeito, mais aprendizagem, mais dignidade.

A escola cívico-militar não é solução mágica, mas uma ferramenta séria, respaldada por resultados, e que tem dado certo onde foi implantada com responsabilidade.

É organização — não imposição.

É alternativa — não exclusão.

É um modelo — que merece ser oferecido a quem o deseja.

Se você acredita que nossos filhos merecem uma escola pública forte, segura e transformadora, participe das assembleias.

Converse com seus filhos, converse com outros pais. Ajude a decidir com consciência. Itabirito merece essa nova chance. E nossos filhos também.

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