Usando as férias para obter mais conhecimentos, bancando todos os custos com o próprio bolso, Jonathan Marotta (37 anos), integrante da Guarda Civil Municipal (GCM) de Ouro Preto, cruzou as fronteiras do Brasil para buscar aperfeiçoamento profissional nos Estados Unidos (EUA).
Em setembro, ele participou de um treinamento da SWAT em San Marcos, no Texas. Trata-se de uma unidade policial norte-americana especializada em operações táticas complexas, que exige preparo técnico, precisão e resposta coordenada em situações críticas.

A experiência da qual Marotta (que é ex-comandante da GCM ouro-pretana) participou reuniu mais de 20 policiais de diferentes regiões brasileiras e proporcionou contato com técnicas e estratégias utilizadas por profissionais dos EUA em situações de alto risco.
O treinamento de nome “SWAT Police Training” foi realizado pelo ALERRT Center, ligado à Texas State University, e abordou resposta a incidentes com atirador ativo, combate em ambientes confinados (CQB), resgate de reféns, tiro defensivo, combate corpo a corpo, atendimento tático e contra-emboscada veicular.
Para Marotta, a participação representou mais do que a conclusão de um curso no exterior: foi uma oportunidade de ampliar conhecimentos, trocar experiências e conhecer de perto a atuação de outras instituições policiais.
2ª EXPERIÊNCIA INTERNACIONAL
O treinamento na terra de Tio San não foi a 1ª experiência internacional de Marotta. Ele também esteve em Israel, onde realizou um curso de inteligência e contrainteligência policial e militar.

EM OURO PRETO, GUARDA DESARMADA LIDA COM A CRIMINALIDADE
Marotta afirma que a experiência contribuiu para seu aperfeiçoamento profissional e para ampliar sua visão sobre os desafios da segurança pública. Como integrante da GCM, ele avalia que o conhecimento adquirido pode contribuir para reflexões sobre o futuro da instituição.
Ele também defende que a Guarda de Ouro Preto passe a atuar armada no futuro.
Na avaliação dele, a ausência de armamento na corporação está relacionada a critérios políticos, e não técnicos. Marotta acredita que uma eventual mudança deverá ser acompanhada de capacitação adequada, treinamento contínuo, responsabilidade e respeito à legislação.
Ao divulgar a participação no treinamento com a SWAT, Marotta agradeceu à equipe da Six Brazil e a Marcelo e Basílio pelo apoio, pelo comprometimento e pela organização logística que viabilizaram a experiência.
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