A Associação Itabirense de Artistas e Artesãos está com trabalhos expostos na Galeria de Arte da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Formado por 24 artistas, o grupo transforma retalhos de tecidos e uniformes descartados por mineradoras em peças como almofadas, bolsas, coxas e tapetes, unindo criatividade, sustentabilidade e valorização da cultura local.
Fundada em 1992, a associação surgiu a partir de um grupo de artesãos que se reunia para comercializar os produtos à beira da estrada. Com o crescimento da iniciativa, os integrantes perceberam a necessidade de formalizar a organização, que passou a atuar na preservação de técnicas tradicionais e no fortalecimento do trabalho coletivo.
Segundo a presidente da entidade, Gislaine Muniz, o artesanato também representa a continuidade de conhecimentos transmitidos entre gerações, especialmente entre mulheres.
“Esse saber cultural, as técnicas do artesanato, é um mundo muito feminino. Foi passado pelas avós, por tias, por mães, e a gente continua esse legado”, afirmou.
A associação reúne majoritariamente mulheres, embora também conte com artesãos. Além de manter vivas práticas como costura, crochê e bordado, o grupo incentiva a autonomia das integrantes e a valorização da identidade cultural de Itabirito.
ARTESANATO COM IMPACTO SOCIAL
O trabalho das artistas vai além da produção e da comercialização das peças. A associação também desenvolve iniciativas sociais, entre elas o projeto Laços de Afeto, que confecciona e doa kits artesanais para mulheres em tratamento contra o câncer de mama.
A iniciativa busca oferecer acolhimento e carinho a pacientes que enfrentam o tratamento, utilizando o artesanato como instrumento de solidariedade.
Com a exposição na Galeria de Arte da Assembleia Legislativa, as produções das artesãs ganham espaço para apresentar ao público o trabalho desenvolvido em Itabirito, que combina reaproveitamento de materiais, preservação de saberes tradicionais e compromisso com a comunidade.









