Imagine ser um agente de segurança pública e ter de lidar com a criminalidade estando desarmado. Foi o que aconteceu com um guarda civil municipal (GCM) de Ouro Preto (MG), que estava sem uniforme (fora do expediente) quando foi abordado por dois indivíduos numa moto.
O caso aconteceu na madrugada de 5/10, por volta das 2h30, na Rua Antônio Martins, na Barra.
As imagens que estão nesta matéria mostram a rua praticamente deserta. No local, apenas o guarda, que caminhava sozinho, e os dois indivíduos na moto.
Os autores anunciaram o assalto e exigiram o celular do profissional de segurança. Ele correu tendo em vista a possibilidade de perder o seu bem ou até a vida.
O guarda conseguiu fugir, e o celular não foi levado.
OURO PRETO, MARIANA E ITABIRITO
O episódio traz novamente à discussão o armamento da Guarda Civil Municipal de Ouro Preto.
O porte institucional de arma, que permite o porte pessoal, é uma questão que depende de requisitos legais e decisões administrativas municipais.
Na vizinha Mariana, a Guarda atua armada e se tornou referência em segurança pública na Região dos Inconfidentes e em Minas Gerais. A corporação conta com armamento (pode-se dizer, pesado) para o exercício de suas funções.
Itabirito também possui uma GCM armada.
No assunto em questão, Ouro Preto, por sua vez, aparenta estar parada no tempo.
O debate envolve tanto a capacidade de atuação das Guardas diante de ocorrências quanto as condições de segurança oferecidas aos profissionais.
Em depoimento ao Radar Geral, um nome de destaque na instituição em Itabirito esclareceu que o armamento de uma GCM tem como finalidade primordial garantir a proteção do agente.
GCM DESARMADA: COMO O BANDIDO GOSTA
O caso registrado na Barra mostra a vulnerabilidade a que um profissional pode estar exposto.
“Se o próprio guarda tem que meter o pé para não virar estatística, o cidadão comum faz o quê? Pede por favor? E se os caras reconhecem o agente no meio do assalto? O município manda uma nota de pesar depois?”, questionou um membro da GCM ouro-pretana.
REDUÇÃO
Pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) identificou redução de 44% na taxa de homicídios em municípios que estavam entre os 25% mais violentos do país e adotaram guardas municipais armadas, no período de 2002 a 2012.
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