
MATÉRIA FEITA COM BASE NO SITE G1, JORNAL GAZETA DO POVO E RÁDIO ITATIAIA
Em operação da Polícia Federal (PF), que investiga corrupção no setor ambiental, o delegado federal, em Minas Gerais, Rodrigo de Melo Teixeira, que é ex-diretor da Polícia Federal (PF) da gestão de Lula (PT), foi preso na manhã desta quarta (17/9).
Outro também preso foi Caio Mário Seabra, diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM).
As prisões fazem parte de uma ação da PF que cumpre 22 ordens de prisão temporária e 79 mandados de busca e apreensão, em Belo Horizonte e em outras regiões de Minas Gerais.
Os investigados são suspeitos de obter autorizações e licenças de extração e manuseio de minérios em áreas tombadas, segundo a PF, com alto risco de desastres e perto de unidades ambientais.
Segundo a PF, os envolvidos responderão por organização criminosa. O grupo é suspeito de fraudar licenças ambientais em troca de propina paga a agentes públicos, tanto federais quanto estaduais, para viabilizar a extração ilegal de minério de ferro.
O esquema envolve mais de 40 empresas e causou danos ambientais significativos e colocou em risco grandes áreas de preservação. A operação identificou lucros indevidos superiores a R$ 1,5 bilhão.
No caso o delegado Rodrigo Teixeira é suspeito de ser sócio de uma empresa de mineração que também teria se beneficiado do esquema criminoso (saiba abaixo quais os outros envolvidos).
VEJA QUEM SÃO OS ENVOLVIDOS NOS CRIMES:
Alan Cavalcante do Nascimento: apontado como chefe do grupo criminoso. Ele é proprietário de mais de 38 empresas em diferentes setores. No entanto, sua principal atuação atualmente é na mineração, em Minas Gerais. As empresas concentram jazidas que somam 4,5 mil hectares na Serra do Curral, cartão-postal de Belo Horizonte.

Caio Mario Seabra: entrou na Agência Nacional de Mineração (ANM) em 2020. Ele é advogado especialista em direito ambiental. O Plenário do Senado aprovou, em 2023, a nomeação de Caio para a diretoria da Agência Nacional de Mineração (ANM).

João Alberto Paixão Lages: também sócio de Alan na mesma empresa e articulador do esquema. Foi suplente de 04/02/2015 a 03/05/2016 na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Entre 2013 e 2014, foi secretário nacional de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Rodrigo de Melo Teixeira: delegado da Polícia Federal de Minas Gerais (PF-MG). É suspeito de se ser sócio de uma empresa de mineração que fazia parte do esquema. Durante o governo Pimentel (PT), Teixeira foi secretário adjunto da Secretaria de Defesa Social de Minas Gerais (2015-2016) e presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente (2016-2018). Em 2018, assumiu a Superintendência da Polícia Federal e, posteriormente, atuou como secretário adjunto de Segurança da Prefeitura de Belo Horizonte/MG (2019-2022). Entre 2023 e 2024, foi diretor de Polícia Administrativa da Polícia Federal.

Breno Esteves Lasmar: diretor-geral do Instituto Estadual de Florestas (IEF), gestão de Romeu Zema. Lasmar também foi diretor de Gestão das Águas e Apoio aos Comitês de Bacias da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Superintendente de Fiscalização Ambiental Integrada e chefe de Gabinete da Fundação Estadual do Meio Ambiente.

Fernando Benício de Oliveira Paula: membro do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam). Fernando é conselheiro da Associação Ambiental e Cultural Zeladoria do Planeta, uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos, cadastrada no estado de Minas Gerais como entidade Socioambiental.

Fernando Baliani da Silva: diretor de Gestão Regional da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam). Baliani também atuou como superintendente de Apoio à Regularização Ambiental e presidente da Câmara de Atividades Industriais, em 2023.

Helder Adriano de Freitas: sócio de Alan na empresa mineração Gutesiht e apontado como articulador com servidores públicos e representantes de órgãos ambientais para manipular processos de licenciamento.














