A respeito da agressão sofrida por uma monitora dentro de um escolar em Itabirito (MG), a mãe da aluna (criança que foi o motivo da discussão) deu ao Radar Geral sua versão sobre o fato.
Essa mãe (de 23 anos) disse que não é verdade que sua filha estava há 15 dias sem a carteirinha. “Se fosse assim, era para ela ter 15 faltas. O que não aconteceu”, afirmou.
Leia matéria em que a Prefeitura de Itabirito é ouvida: Itabirito: o caso da monitora que foi agredida dentro do escolar no São Mateus; VEJA VÍDEO
Ela relatou que a pessoa que agrediu a monitora é sua genitora (de 43 anos), portanto, avó da criança (que tem 7 anos e estuda na Manoel Salvador de Oliveira).
A mãe contou que na quinta (14/8), véspera de feriado de Nossa Senhora da Boa Viagem, a monitora mesmo tendo sido informada de que a criança não estava com a carteirinha (documento que dá direito ao transporte), deixou a menina entrar no ônibus.
Contudo, (ainda na versão da mãe) durante o percurso, a monitora expulsou a menina do coletivo. “Não somos daqui, somos da Bahia. Minha filha não fica na rua. Por isso, ela não conhece direito a cidade. Minha menina ficou em um local onde ela poderia ter sofrido alguma violência”, contou a mãe.
Na segunda (18/8), quando as aulas voltaram, a avó da criança fez questionamentos à monitora (situação que foi registrada em vídeo).
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Em meio à discussão, a monitora explicou que reclamações devem ser feitas na Prefeitura e disse (na versão da mãe da aluna) que deixou, sim, a criança pelo caminho e que “deixaria mesmo que estivesse em São Paulo”.
Esta fala foi a gota d´água para que a agressão começasse.
A mãe explicou que a confusão aconteceu no Liberdade (e não no São Mateus). Ela admite que a avó da criança, de fato, “passou dos limites”, mas “as pessoas têm de saber os dois lados da história”.
Ainda de acordo com ela, muitos pais têm queixas (não formalizadas) a respeito dessa monitora em específico.
OPINIÃO DO RADAR
Fato é que mudanças no sistema precisam ser feitas porque: 1- são muitas as reclamações, 2- crianças não podem ficar pelo caminho e 3 – é inaceitável qualquer tipo de violência.
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